Alegorias passam na frente de meus olhos fechados e aqui eu escolho as melhores alas desse devaneio consciente para costurar uma idéia que ainda não tem forma, mas desejo e nessa hora o antiquado dedal cai como luva, não deixando ferir o coração já esperto de tanto viver travessuras.
Será que foi mesmo só, aquilo tudo, um simples nada? Não pode. Será que a inocência dos atos e a pureza do sentir veio e foi como chuva de verão em tempos de catástrofe global? Fulminante, dizem por ai.
Já distante daquilo tudo, imagino saber quando será possível abraçar aquele abraço novo, de novo e beijar pela segunda vez aquele primeiro beijo com jeito de velho conhecido. E de camarote vejo o mundo desabar em lágrimas, tendo comigo apenas a visão turva da cordilheira que nos separa. Teimosia, eu resmungo. Deixe a tempestade passar e pare de querer remar contra, como quem rema num mar de gente para ver o bloco passar. O melhor é seguir o fluxo, aconselham os de pé no chão, descomplicando o que já é complicado por natureza. Então, me escapando uma pontinha de loucura, dou asas à vontade que cresce e contagia que nem coro de torcida em dia de decisão. Porém, desconhecendo as histórias alheias e até mesmo as próprias, rejeito esse pensamento e ilumino a idéia de um forninho encantado que cozinha em fogo brando, poções mágicas para ser feliz.
Em obras!
Há 10 anos
Um comentário:
Fulminante, dizem por aí...
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