segunda-feira, 25 de junho de 2007

Aix - Paris

trem. trem. pão. fuga. trem. tempo. trem. mala. Tá tudo guardado e embalado: o chocolate, o queijo, a vontade e a esperança. Tento ler, mas não consigo a concentração necessária para passar de uma linha a outra fruindo tudo o que a frase tinha a me dizer. Nem Freud, nem Nietzsche, tudo me escapa, nada me explica.

Fora de Estação

O Rio. Em janeiro, em fevereiro fervilham corpos, samba e poesia. Ali na praia do Leblon eu desço com uma roupa que não é minha e um biquini que já não é mais meu. Desço, ando e respiro com uma atitude blasé e logo me sinto abrigada. O sol, o livro e aquele pareó amarelo.
-Me vê um mate sujo! É, meio a meio! O que se passa na praia já virou mito, mas continua alí pra todo mundo ver.
O sábado é de carnaval, o calçadão é dos que flanam e dos que malham, dos que visitam e dos que moram, dos que disso vivem e dos que aqui morreram, dos ícones e dos ilustres, sim aqueles ilustres desconhecidos. Eu lá em meio a todos os ilustres sou mais uma e como é boa a sensação.
Da barraca de trás vinha o som que batia o ritmo da época da boemia, das marchinhas...alalaô, mas que calor. O Rio tem dessas coisas. Faz a gente se sentir muito mais gente, não dá só pra fazer figuração, tem que participar. Tem a água de côco pra beber, biscoito globo pra esfarelar, mar imundo pra se molhar e na areia o pé pra escaldar. E ainda tão tentando "Côted'azurizar" Copacabana com quiosques high-tech, Nestlé shop e tudo mais. Não dá cara, não dá pra tirar o "point do Bira", "a barraca do seu Jorge" e o "sandáu da Margarete", não dá.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Por Enquanto

Essa história de chá, café, petit four, docinho de fruta da estação seguindo a tendência. Geléia de jabutucaba misturando velas, flores, futons, viagens com cheiro de chutney enfim, saberes e sabores que na origem são um só. Aqui tem um pouco do azedume do domingo a noite, um tanto de euforia da véspera de festa, um rastro da preguiça do último dia de férias e um bom punhado das impressões do dia a dia, da conversa que eu tive com a minha tia, do gato que dormiu dentro da pia, da tv que chia, daquela vez que estive na Bahia e rimas pobres pra eu ir dormir de barriga cheia e mente vazia. Por hora é isso, pode chegar, tem lugar pra seis.