Conheci pequeno. Ainda bebé, no colo da mãe, prometiam seus olhinhos serem o plus a mais como dizem os redundantes. Quando moleque, pivete ou garoto era desprendido e alienado, resolvido e atormentado, fazia arte arteira, mordia bochechas e revirava lixeiras. Assim, bem de repente naquele surto de destreza ou ímpeto audacioso, colecionava trotes nos outros que faziam rir e chorar a mãe lamentosa que hoje, certamente, guarda disso tudo simpáticas recordações.
Era daqueles de extremos ou nos agraciava com proezas dignas de menino prodígio, ou fazia sumir o mundo ao redor pulverizando tudo quanto fosse cobrança e apego. Era lindo de se ver.
Hoje em dia um tanto quanto mais compenetrado com o dito mundo real se deixa prender pelas regras sociais. Vem crescendo, se encaixando aos trancos e barrancos em normas bem normais. Desgosto? Não, não diria. Pois a força de seus olhinhos ainda é de surreal, tem um profundo tão próprio que é difícil penetrar. Não sei dizer se é de fora pra dentro ou de dentro pra fora, se capta e suga ou se inunda e transborda. Desnorteia isso é certo. Extravasa. E esse serzinho em meio ao cotidiano doido, que seleciona os mais circunspectos, sofre por ser incompreendido. Ainda não sabe que de suas piruetas, o balé esta prestes a começar.
Em obras!
Há 10 anos
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