A música é boa, principalmente depois de "encore une pression, s'il vous plaît", daí você começa a cantar que nem o Maicou. Mas já era a terceira vez que tocava e o bar estava daqueles a cotoveladas. Da gente tinha: a Jane, inglesa, publicitária, poço de delicadeza, charme de uma francesa, cool como uma verdadeira britânica; Pablo, o legítimo galante, lindo mexicano, um blefe, mas uma ótima companhia; Santiago, não o de Compostela, o de Guadalajara, compratriota de Pablo, fumante, papo sério, cabeça boa, católico demais para os seus mirrados 19 anos e tinha eu. A fome bateu, alguém sugeriu e o snack era logo ali. Chamava-se TopKapi -topkãpã, com o "i" sem pingo como ensinou mais tarde a búlgara que falava turco- e era pra mim o melhor kebab da cidade apesar das controversas más línguas. Saiu todo mundo cantarolando, "Kebaaaab at the post office, don't stop 'till you get enough". O post office surgiu da bebedeira e ficou para a posteridade, como símbolo de um quarteto infantil, se divertindo pelas ruelas da provence, inclusive o videozinho, mas esse eu não vou mostrar, de deixa,
aqui vai uma receita de kebab que ainda não provei. Bom apetite!
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